Lições
Juliana conhecia bem os contos de fadas. Tinha crescido com eles. Tinha aprendido que, algures lá fora nesse admirável mundo mais ou menos novo, estava um príncipe - o seu príncipe - disposto a tudo para que ela vivesse feliz para sempre. Ela era uma princesa, numa torre altíssima, inantigível, e o seu príncipe teria que se esforçar e passar por imensos perigos imensos para chegar até si.
Tal como todas as crianças, Juliana cresceu. E a vida levou-lhe muito daquilo que ela tinha aceite como verdade nos primeiros anos da sua vida - afinal, nem todos os polícias eram bons; afinal, nem sempre era feio mentir; afinal, nem sempre os maus são castigados. Uma a uma, a maioria das muralhas protectoras que seus pais ajudaram a erguer, para que ela se pudesse desenvolver de forma estável, foram ruindo. Não tenham pena dela, porque crescer é isso mesmo - é um tomar contacto com a realidade, de preferência de forma progressiva, e sem experiências traumatizantes.
É claro que há coisas que é suposto não esquecermos - o cheiro da terra molhada após a chuva; a sensação do vento na praia, num dia de calor; o primeiro beijo.
E, no caso de Juliana, os contos de fadas da infância. Sim, estes haviam sofrido uma ligeira metamorfose. A jovem explorada pela madrasta e pelas irmãs dava lugar à empregada de hotel que casava com o político, ou à prostituta que casava com o cliente rico, ou a qualquer outra história que mais não era que uma variação sobre o conto original. E, é claro, como pano de fundo lá estava sempre o amor eterno, o "viveram felizes para sempre".
Isto não quer dizer que Juliana fosse uma cabeça-no-ar. Era uma mulher prática. Tinha os pés bem assentes na terra, e não era muito dada a devaneios. Era desconfiada, mas não excessivamente, ou seja, não de tal forma que afastasse as pessoas à sua volta. Aliás, até era procurada pelas suas amigas, quando estas tinham algum dilema aparentemente insolúvel.
Mas nunca tinha deixado de acreditar que o seu príncipe andava aí, nesse mundo imenso, e que um dia se encontrariam. E, como quem espera, sempre alcança, assim foi. Era belo, como é normal num príncipe, de porte atlético, bem constituído, olhos e cabelos claros. De boa índole e de bom trato, bem formado, generoso. Conseguiam entender-se na perfeição em todos os aspectos, e nunca estivera tão feliz na sua vida. Sentia-se verdadeiramente abençoada.
Mas...
...pouco a pouco, a dúvida começou a insinuar-se na sua mente - ninguém era assim tão perfeito. Todas as pessoas tinham defeitos, e o seu príncipe não podia ser excepção. Juliana passou a observá-lo atentamente, para descobrir quais seriam os seus defeitos. Passou a procurar falhas em toda e qualquer atitude que ele tomasse, de forma quase obsessiva. E quem procura sempre encontra. Principalmente no que respeita a atitudes e motivações; porque estas são, em grande parte, intuídas pelo destinatário daquelas - se esse destinatário estiver a prestar atenção a um determinado aspecto em exclusão de todos os outros, não há qualquer dúvida que, mais tarde ou mais cedo, há-de começar a ver os indícios que deseja ver. Juliana aprendeu que as aparências enganam.
...pouco a pouco, a rotina começou a instalar-se na vida do casal. E o seu príncipe passou a ser cada vez menos principesco. No início, Juliana tinha sempre uma surpresa ao acordar - o pequeno-almoço na cama, uma massagem relaxantemente sensual, um príncipe entusiasmado a levá-la ao cume da paixão. No entanto, com o passar do tempo, Juliana passou a ter apenas um sorriso, depois uns grunhidos, e por fim um ressonar. Com o passar do tempo, foram-se acomodando e de tal forma se habituaram à presença um do outro que, com o passar do tempo, deixaram de reparar nela. Juliana aprendeu que muito se perde com o passar do tempo.
...pouco a pouco, a dúvida começou a insinuar-se na sua mente. Ele era perfeito, mas ela não. Juliana começou a achar que não o merecia. E começou a chegar à conclusão que ele sabia disso, e que tinha, para com ela, um comportamento condescendente. De repente, Juliana passou a ver todas as atitudes do seu príncipe sob uma nova luz. Na realidade, ele comportava-se sempre de forma impecável, mas era para se demarcar dela, para deixar bem claro ao mundo que, apesar de ela estar muito abaixo dele e da sua perfeição, ele não se importava de partilhar a sua vida com ela, aquela criatura tão desajeitada, trapalhona até. Certamente, fazia-o por uma questão de caridade, para que ela pudesse ver o que era ter do seu lado alguém tão perfeito como ele. Mas ela tinha a certeza que um dia ele partiria; e esta certeza começou a consumi-la, até não restar nada. Juliana aprendeu que certas profecias têm uma tendência para se cumprirem a si próprias.
...pouco a pouco, a insatisfação começou a instalar-se na vida do casal. Juliana começou a aperceber-se que a rotina estava a ameaçar dominar a relação. E reagiu! Tornou-se cada vez mais exigente. Todos os dias o seu príncipe tinha que inventar algo novo, algo para tornar o dia diferente, mas maravilhoso. E o príncipe começou a acusar a pressão. E tornou-se irritadiço. E argumentativo. E, por fim, violento. E a rotina, após dar uma grande volta, lá acabou por se instalar - não havia dia em que não houvesse uma enorme discussão entre os dois. Juliana aprendeu que a rotina, mais que inevitável, é necessária; quem tenta evitá-la, acaba por arrepender-se.
...pouco a pouco, a dúvida começou a insinuar-se na sua mente. O seu princípe começou a ter muito trabalho, e a ficar no escritório até tarde. De início, era só uma vez por outra; mas com o passar do tempo, passou a tornar-se mais frequente. Depois começaram os fins de semana com os clientes do Norte. "Uma seca descomunal" garantia-lhe ele, enquanto metia na mala a roupa desportiva, e o fato de banho e a toalha, e outros utensílios próprios de quem vai apanhar uma grande seca. Ela chegou a confrontá-lo, acusando-o de a trair; mas ele negou sempre veementemente tal hipótese. Porém, era um facto que no período imediatamente a seguir a essas discussões, o trabalho abrandava e os clientes insistiam menos nos fins de semana. Até que um dia ela decidiu contratar um detective. Quando recebeu as fotos, Juliana colocou-o fora de casa. Juliana aprendeu que um príncipe é um bem para o qual existe uma grande procura.
...pouco a pouco, a dúvida começou a insinuar-se na sua mente. O seu princípe começou a ter muito trabalho, e a ficar no escritório até tarde. De início, era só uma vez por outra; mas com o passar do tempo, passou a tornar-se mais frequente. Depois começaram os fins de semana com os clientes do Norte. "Uma seca descomunal" garantia-lhe ele, enquanto lhe dava um beijo de despedida. E ela passava cada vez mais tempo sozinha. E uma mulher não é de ferro. E um dia aconteceu o inevitável - envolveu-se com outro homem. Que lhe disse que ela devia era terminar essa relação que não a estava a satisfazer. E ela assim fez! Meteu-se no carro, e foi direita ao Porto, disposta a surpreender o seu princípe com uma amante... ou duas! Foi direita à empresa dos tais clientes, onde o segurança lhe informou que tinham ido jantar, e lhe deu a morada do clube onde se encontravam. Ah, jantar, pois sim! Era um clube de strip! Determinada, Juliana entrou, e perguntou pelo nome do cliente. Foi conduzida à mesa, onde eles estavam, de facto, a jantar. Mas do seu príncipe, nem sinal. O cliente disse-lhe que ele tinha regressado ao hotel, que nunca os acompanhava nestas noitadas. Que nunca tinha visto um homem assim tão certinho. Juliana aprendeu que é muito perigoso julgarmos os outros à nossa imagem.
... pouco a pouco, a rotina começou a instalar-se na vida do casal. E eles tiveram que aceitar o facto de que não iriam comportar-se como se fossem um casal de adolescentes cheios de tusa para o resto dos seus dias. E, a muito custo, foram-se acomodando um ao outro, numa adaptação constante, ora pacífica, ora em guerra aberta; ora mais juntos, ora mais afastados; ora mais bem-dispostos, ora mais carrancudos; mas sempre que se confrontavam com uma crise, tentavam responder juntos à mesma pergunta - o que era necessário fazer para ultrapassar a situação que tinham à sua frente? E, invariavelmente, chegavam à conclusão que era necessário discutir o assunto, ouvir os motivos de cada um, o que os tinha levado até ali, ao ponto em que se encontravam. Certo dia, combinaram que em cada discussão, um deles teria o direito de escolher um pormenor sobre a forma como esta seria feita. A princípio, a coisa não surtiu grande efeito. Mas depois, começaram a libertar-se, a perder o receio e a entregarem-se um ao outro, até nesses momentos. A primeira discussão memorável foi à chuva, na rua. A segunda foi na praia, dentro de água... de Inverno. Seguiram-se muitas outras - a ver um determinado filme (em casa, e não no cinema, claro); a ouvir um determinado álbum; a preparar uma refeição; a fazer jogging; completamente nús, e cada argumento da discussão acompanhado de uma carícia; imóveis, de frente um para o outro; imóveis, de costas um para o outro; na mais completa escuridão; enfim, a regra era que não haviam regras. E que, se um assunto era suficiente sério para ser merecedor de uma discussão, então tinham que terminar separados ou com o assunto resolvido e para trás das costas. Juliana aprendeu que o melhor da relação era que ambos sabiam tudo um sobre o outro, e ambos tinham muito para aprender um sobre o outro.
Cabe a cada um de nós escolher o que deseja aprender.
Tal como todas as crianças, Juliana cresceu. E a vida levou-lhe muito daquilo que ela tinha aceite como verdade nos primeiros anos da sua vida - afinal, nem todos os polícias eram bons; afinal, nem sempre era feio mentir; afinal, nem sempre os maus são castigados. Uma a uma, a maioria das muralhas protectoras que seus pais ajudaram a erguer, para que ela se pudesse desenvolver de forma estável, foram ruindo. Não tenham pena dela, porque crescer é isso mesmo - é um tomar contacto com a realidade, de preferência de forma progressiva, e sem experiências traumatizantes.
É claro que há coisas que é suposto não esquecermos - o cheiro da terra molhada após a chuva; a sensação do vento na praia, num dia de calor; o primeiro beijo.
E, no caso de Juliana, os contos de fadas da infância. Sim, estes haviam sofrido uma ligeira metamorfose. A jovem explorada pela madrasta e pelas irmãs dava lugar à empregada de hotel que casava com o político, ou à prostituta que casava com o cliente rico, ou a qualquer outra história que mais não era que uma variação sobre o conto original. E, é claro, como pano de fundo lá estava sempre o amor eterno, o "viveram felizes para sempre".
Isto não quer dizer que Juliana fosse uma cabeça-no-ar. Era uma mulher prática. Tinha os pés bem assentes na terra, e não era muito dada a devaneios. Era desconfiada, mas não excessivamente, ou seja, não de tal forma que afastasse as pessoas à sua volta. Aliás, até era procurada pelas suas amigas, quando estas tinham algum dilema aparentemente insolúvel.
Mas nunca tinha deixado de acreditar que o seu príncipe andava aí, nesse mundo imenso, e que um dia se encontrariam. E, como quem espera, sempre alcança, assim foi. Era belo, como é normal num príncipe, de porte atlético, bem constituído, olhos e cabelos claros. De boa índole e de bom trato, bem formado, generoso. Conseguiam entender-se na perfeição em todos os aspectos, e nunca estivera tão feliz na sua vida. Sentia-se verdadeiramente abençoada.
Mas...
...pouco a pouco, a dúvida começou a insinuar-se na sua mente - ninguém era assim tão perfeito. Todas as pessoas tinham defeitos, e o seu príncipe não podia ser excepção. Juliana passou a observá-lo atentamente, para descobrir quais seriam os seus defeitos. Passou a procurar falhas em toda e qualquer atitude que ele tomasse, de forma quase obsessiva. E quem procura sempre encontra. Principalmente no que respeita a atitudes e motivações; porque estas são, em grande parte, intuídas pelo destinatário daquelas - se esse destinatário estiver a prestar atenção a um determinado aspecto em exclusão de todos os outros, não há qualquer dúvida que, mais tarde ou mais cedo, há-de começar a ver os indícios que deseja ver. Juliana aprendeu que as aparências enganam.
...pouco a pouco, a rotina começou a instalar-se na vida do casal. E o seu príncipe passou a ser cada vez menos principesco. No início, Juliana tinha sempre uma surpresa ao acordar - o pequeno-almoço na cama, uma massagem relaxantemente sensual, um príncipe entusiasmado a levá-la ao cume da paixão. No entanto, com o passar do tempo, Juliana passou a ter apenas um sorriso, depois uns grunhidos, e por fim um ressonar. Com o passar do tempo, foram-se acomodando e de tal forma se habituaram à presença um do outro que, com o passar do tempo, deixaram de reparar nela. Juliana aprendeu que muito se perde com o passar do tempo.
...pouco a pouco, a dúvida começou a insinuar-se na sua mente. Ele era perfeito, mas ela não. Juliana começou a achar que não o merecia. E começou a chegar à conclusão que ele sabia disso, e que tinha, para com ela, um comportamento condescendente. De repente, Juliana passou a ver todas as atitudes do seu príncipe sob uma nova luz. Na realidade, ele comportava-se sempre de forma impecável, mas era para se demarcar dela, para deixar bem claro ao mundo que, apesar de ela estar muito abaixo dele e da sua perfeição, ele não se importava de partilhar a sua vida com ela, aquela criatura tão desajeitada, trapalhona até. Certamente, fazia-o por uma questão de caridade, para que ela pudesse ver o que era ter do seu lado alguém tão perfeito como ele. Mas ela tinha a certeza que um dia ele partiria; e esta certeza começou a consumi-la, até não restar nada. Juliana aprendeu que certas profecias têm uma tendência para se cumprirem a si próprias.
...pouco a pouco, a insatisfação começou a instalar-se na vida do casal. Juliana começou a aperceber-se que a rotina estava a ameaçar dominar a relação. E reagiu! Tornou-se cada vez mais exigente. Todos os dias o seu príncipe tinha que inventar algo novo, algo para tornar o dia diferente, mas maravilhoso. E o príncipe começou a acusar a pressão. E tornou-se irritadiço. E argumentativo. E, por fim, violento. E a rotina, após dar uma grande volta, lá acabou por se instalar - não havia dia em que não houvesse uma enorme discussão entre os dois. Juliana aprendeu que a rotina, mais que inevitável, é necessária; quem tenta evitá-la, acaba por arrepender-se.
...pouco a pouco, a dúvida começou a insinuar-se na sua mente. O seu princípe começou a ter muito trabalho, e a ficar no escritório até tarde. De início, era só uma vez por outra; mas com o passar do tempo, passou a tornar-se mais frequente. Depois começaram os fins de semana com os clientes do Norte. "Uma seca descomunal" garantia-lhe ele, enquanto metia na mala a roupa desportiva, e o fato de banho e a toalha, e outros utensílios próprios de quem vai apanhar uma grande seca. Ela chegou a confrontá-lo, acusando-o de a trair; mas ele negou sempre veementemente tal hipótese. Porém, era um facto que no período imediatamente a seguir a essas discussões, o trabalho abrandava e os clientes insistiam menos nos fins de semana. Até que um dia ela decidiu contratar um detective. Quando recebeu as fotos, Juliana colocou-o fora de casa. Juliana aprendeu que um príncipe é um bem para o qual existe uma grande procura.
...pouco a pouco, a dúvida começou a insinuar-se na sua mente. O seu princípe começou a ter muito trabalho, e a ficar no escritório até tarde. De início, era só uma vez por outra; mas com o passar do tempo, passou a tornar-se mais frequente. Depois começaram os fins de semana com os clientes do Norte. "Uma seca descomunal" garantia-lhe ele, enquanto lhe dava um beijo de despedida. E ela passava cada vez mais tempo sozinha. E uma mulher não é de ferro. E um dia aconteceu o inevitável - envolveu-se com outro homem. Que lhe disse que ela devia era terminar essa relação que não a estava a satisfazer. E ela assim fez! Meteu-se no carro, e foi direita ao Porto, disposta a surpreender o seu princípe com uma amante... ou duas! Foi direita à empresa dos tais clientes, onde o segurança lhe informou que tinham ido jantar, e lhe deu a morada do clube onde se encontravam. Ah, jantar, pois sim! Era um clube de strip! Determinada, Juliana entrou, e perguntou pelo nome do cliente. Foi conduzida à mesa, onde eles estavam, de facto, a jantar. Mas do seu príncipe, nem sinal. O cliente disse-lhe que ele tinha regressado ao hotel, que nunca os acompanhava nestas noitadas. Que nunca tinha visto um homem assim tão certinho. Juliana aprendeu que é muito perigoso julgarmos os outros à nossa imagem.
... pouco a pouco, a rotina começou a instalar-se na vida do casal. E eles tiveram que aceitar o facto de que não iriam comportar-se como se fossem um casal de adolescentes cheios de tusa para o resto dos seus dias. E, a muito custo, foram-se acomodando um ao outro, numa adaptação constante, ora pacífica, ora em guerra aberta; ora mais juntos, ora mais afastados; ora mais bem-dispostos, ora mais carrancudos; mas sempre que se confrontavam com uma crise, tentavam responder juntos à mesma pergunta - o que era necessário fazer para ultrapassar a situação que tinham à sua frente? E, invariavelmente, chegavam à conclusão que era necessário discutir o assunto, ouvir os motivos de cada um, o que os tinha levado até ali, ao ponto em que se encontravam. Certo dia, combinaram que em cada discussão, um deles teria o direito de escolher um pormenor sobre a forma como esta seria feita. A princípio, a coisa não surtiu grande efeito. Mas depois, começaram a libertar-se, a perder o receio e a entregarem-se um ao outro, até nesses momentos. A primeira discussão memorável foi à chuva, na rua. A segunda foi na praia, dentro de água... de Inverno. Seguiram-se muitas outras - a ver um determinado filme (em casa, e não no cinema, claro); a ouvir um determinado álbum; a preparar uma refeição; a fazer jogging; completamente nús, e cada argumento da discussão acompanhado de uma carícia; imóveis, de frente um para o outro; imóveis, de costas um para o outro; na mais completa escuridão; enfim, a regra era que não haviam regras. E que, se um assunto era suficiente sério para ser merecedor de uma discussão, então tinham que terminar separados ou com o assunto resolvido e para trás das costas. Juliana aprendeu que o melhor da relação era que ambos sabiam tudo um sobre o outro, e ambos tinham muito para aprender um sobre o outro.
Cabe a cada um de nós escolher o que deseja aprender.

2 Comments:
dosear.
Não é fácil ter uma relação, nem é fácil atravessar todos esses momentos (muitos deles acontecem em muitas relações, são o percurso da relação). Mas no fundo tem que se construir a relação com todos os senãos e tentar ultrapassar os obstáculos (quando se quer mesmo). E aprender faz parte do percurso.
Revi-me um pouco na alusão ao príncipe, não do príncipe como "pessoa perfeita", mas no príncipe que é a pessoa que "te pode completar"...coisas das histórias de criança, mas que ainda hoje me fazem sonhar...:)
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