Novas Fronteiras
O voo durava há horas. Começava a avistar-se a fronteira portuguesa. E, tal como o tinham avisado, lá estava o dispositivo de segurança. Toda a gente estava a receber ordem para aterrar, para a inspecção antes de atravessar a fronteira e entrar em Portugal.
Efectuando a manobra com uma curva mais larga, pôde ver com os seus próprios olhos a estrutura que os portugueses tinha montado - os funcionários do SEF, o Corpo de Veterinários, as defesas anti-aéreas, compostas por dezenas de homens armados de caçadeiras, que perscrutavam incansavelmente os céus, para apanhar quem tentasse furar o sistema defensivo. Eficaz, sem dúvida.
A aterragem não correu mal. Foi demasiado desajeitada para um pombo, mas felizmente, no meio da confusão, ninguém reparou. Mal terminou a manobra, foi encaminhado para uma das filas de atendimento.
O pombo conseguiu vislumbrar o início da fila e ver o funcionário que estava a fazer o controle. A sorte estava do seu lado - parecia ser um daqueles homens experientes, que já aprendeu tudo o que havia para aprender, que está mais que farto das suas funções, e que anseia por mais altos voos, principalmente se estes implicarem um gabinete só para si e dias inteiros sem precisar de aparecer no local de trabalho; resumindo, aquele homem ansiava por uma carreira política.
A fila foi sendo lentamente despachada, até que chegou a vez do pombo.
- Documentos, por favor - disse o funcionário do SEF, sem sequer lançar um olhar para a ave que tinha à sua frente. O funcionário já tinha atingido uma etapa posterior ao tédio total; o próprio tédio já tinha encomendado a alma ao Criador e estava a tentar dar um tiro na cabeça, para acabar com o seu sofrimento. Bastava-lhe, para tal, descobrir onde tinha a cabeça... e arranjar uma arma... e daria jeito ter um braço, com uma mão na extremidade do mesmo. Vida de tédio não é fácil.
- Aqui estão - respondeu o pombo, entregando os seus documentos.
O funcionário do SEF abriu o passaporte, e olhou para o seu conteúdo. Viu uma uma casa luxuosa numa ilha paradisíaca; na praia, o nosso eficaz funcionário estava deitado numa rede presa a dois coqueiros, enquanto um grupo de nativas lhe tratava das necessidades mais básicas - uma abanava-o com um leque, outra dava-lhe a beber água de coco, outra estava em conflito com esta última para lhe poder dar a provar frutos tropicais... pobres moças, tão dedicadas. Não era preciso estarem a zangar-se por causa de tão pouco. Elas até eram tão amigas. Aliás, ele agradecia aos Céus por ter encontrado moças que gostavam tanto umas das outras. Ah, sim, a vida era boa. O nosso bravo e dedicado funcionário (BDF) recostou-se na rede e admirou o voo dos pombos nos gloriosos céus tropicais.
O funcionário fechou o passaporte, e devolv... Espera aí! Pombos??!! O funcionário voltou a abrir o passaporte, e abriu os olhos de espanto!
- Mas... você é um pombo!
- Efectivamente - retorquiu o pombo, verdadeiramente assombrado com a capacidade de observação demonstrada pelos funcionários locais.
O nosso BDF ficou sem saber o que fazer. As instruções do Manual de Procedimentos não mencionavam pombos, apenas patos. Era preciso inspeccionar patos, para ver se algum tinha gripe. Aliás, os pombos não eram sequer aves migratórias.
Assim, a decisão de como lidar com este caso seria da sua inteira responsabilidade. E responsabilidade era algo que, na lista de coisas desagradáveis do nosso BDF, era superada apenas por um toque rectal levado a cabo por um elefante.
Apesar de tudo, quando na dúvida o melhor é seguir as instruções. O nosso BDF chamou um elemento do Corpo Veterinário.
- Ora bem, ora bem, o que temos aqui? - perguntou o veterinário - Ah, um pombo. Que estranho. Bem, boletim de vacinas, por favor.
O pombo entregou o boletim. O veterinário pediu ao nosso BDF que verificasse o passaporte, para saber se este pombo tinha passado por alguma das zonas de risco.
- Bem, aqui indica que ele vem de Amsterdão. Se calhar é melhor eu dar uma vista de olhos pela bagagem - decidiu o nosso BDF, conhecedor dos costumes permissivos e libertinos que grassavam na cidade holandesa.
- Bem, parece-me estar tudo em ordem - disse o veterinário, enquanto o nosso BDF abria as malas do pombo - tem ou teve alguma gripe nas últimas semanas?
- Não, tenho estado de perf...
- Alto lá! - gritou o nosso BDF - Aqui há gato!
Perante o alarme de ameaça felina, gerou-se de imediato o pânico nas filas de aves, que levantaram voo em todas as direcções. Foi necessário activar as defesas anti-aéreas para repor a calma nas aves em pânico. Bem, pelo menos naquelas que sobreviveram ao fogo anti-aéreo; de qualquer forma, as que não sobreviveram também não fizeram grande alarido, pelo que podemos considerar que a operação "Repôr a Calma" foi um sucesso retumbante e estrondoso.
O nosso BDF olhou à volta, algo comprometido, mas decidiu continuar como se não tivesse sido nada com ele. Sacou umas revistas da mala do pombo e perguntou, com expressão acusadora:
- O que é que faz um pombo com revistas pornográficas de patas, hein? Duckhouse, Quack Sex, Sick My Duck... então? Como é que explica isto?
- Bem, na Holanda temos costumes mais liberais do que aqui. O sexo entre diferentes espécies não tem o mesmo estigma, a mesma carga de negatividade que vocês lhe dão.
- Sim, isso é verdade - concordou o veterinário - Aliás, tenho lá em casa uns filmes holandeses com uns cães e umas senh... er... bem, quero dizer, é o que me dizem os amigos, que eu não percebo nada disso...
O veterinário estava extremamente corado, certamente devido a exposição excessiva ao Sol. Nesse sentido, decidiu que seria melhor dar o carimbo de autorização de entrada em Portugal, e retirar-se do local o mais rapidamente possível, antes que sofresse algum efeito adverso do excesso de exposição solar... ou que alguém decidisse retomar a conversa cinéfila.
- No que respeita à inspecção sanitária, está aprovado - disse o veterinário, preparando-se para bater o recorde mundial dos 100 metros nos 250 metros que separavam os postos de inspecção dos aposentos do pessoal.
- Bem, - começou o nosso BDF - sendo assim, parece estar...
- Atchim!
O pombo espirrou. E, de repente, fez-se um silêncio mortal em todas as filas do posto fronteiriço (na realidade, foi mais um silêncio duplo mortal com uma pirueta invertida). Era uma ave com gripe! Mas, mais que isso...
- Esse espirro não é de pombo - disse o veterinário, extremamente desconfiado.
- É, sim. - contestou o pombo, subitamente nervoso - Estas coisas que nós fumamos lá em Amsterdão às vezes atacam-nos o sistema respiratório, e a tosse fica um bocado mais cavernosa, e... Aaaaatchim!!!
O segundo espirro foi ainda mais forte que o primeiro, e teve um efeito algo inesperado - o bico do pombo saiu disparado, espetando-se num poste próximo.
O nosso BDF deu um salto, e prendeu o pombo utilizando uma manobra imobilizadora conhecida como Bloqueio da Barriga de Cerveja. O veterinário puxou daqui e dali e, subitamente, o pombo de 15 cm transformou-se num pato de 40 cm, com turbante, e algo volumoso amarrado à cintura, por baixo das penas.
- Ali Patah!!!! - gritou o nosso BDF.
- O famoso comando da Al-Quaicka! - acrescentou o veterinário.
Aproveitando a confusão, o ex-pombo soltou-se, agarrou num detonador e gritou:
- Sim, sou eu, infiéis! E agora preparem-se para o castigo divino que merecem! Vou rebentar estas cargas explosivas que trago à cintura, e vocês irão para o Sofrimento Eterno, onde serão sodomizados pelos 66.6 Camelos Infernais, enquanto que eu irei para o Céu, onde me esperam 77 patas virgens, com os corpos já completamente esfregados em sumo de laranja! - E lançou uma gargalhada aterradora - Ah! Ah! Ah!
Antes que alguém conseguisse fazer algo, Ali Patah pressionou o detonador. Toda a gente fechou os olhos, na esperança de que, se não vissem a Morte, talvez a Morte também não os visse a eles.
O que foi uma pena, pois perderam um belo espectáculo de fogo-de-artifício. Serpentinas alaranjadas, caracoletas azuladas, duplos mortais avermelhados, entre outros efeitos lindos e deslumbrantes.
As explosões pararam. O nosso BDF, ainda de olhos fechados, estava à espera de algo mais desagradável, violento, e... bem... desmembrante. Porém, como nunca tinha sido uma vítima mortal num atentado suicida, tinha uma manifesta falta de experiência no assunto.
Finalmente, lá abriu os olhos, e para seu grande espanto, estava tudo intacto, menos o pato de turbante, que estava completamente chamuscado. Os seus olhares cruzaram-se durante alguns segundos, até que o pato começou a virar-se para fugir, muito lentamente, devido às dores.
O nosso BDF, pensando que estavam sobre o efeito de algum campo de câmara lenta, lançou-se em perseguição, também muito lentamente. Só quando viu o veterinário a mover-se à velocidade normal e a fitá-lo com uma cara de "Que raio, porque é que te estás a mexer tão devagar? É isso que dá mau nome ao funcionalismo público", é que se lançou como um relâmpago sobre o terrorista de penas.
Antes de ser novamente imobilizado pelo Bloqueio da Barriga de Cerveja, Ali Patah ainda teve tempo para tecer alguns considerandos sobre as mães dos donos de lojas chinesas, e os idiotas que se querem lançar na conquista económica do mundo mas não sabem distinguir explosivos de fogo-de-artifício.
Efectuando a manobra com uma curva mais larga, pôde ver com os seus próprios olhos a estrutura que os portugueses tinha montado - os funcionários do SEF, o Corpo de Veterinários, as defesas anti-aéreas, compostas por dezenas de homens armados de caçadeiras, que perscrutavam incansavelmente os céus, para apanhar quem tentasse furar o sistema defensivo. Eficaz, sem dúvida.
A aterragem não correu mal. Foi demasiado desajeitada para um pombo, mas felizmente, no meio da confusão, ninguém reparou. Mal terminou a manobra, foi encaminhado para uma das filas de atendimento.
O pombo conseguiu vislumbrar o início da fila e ver o funcionário que estava a fazer o controle. A sorte estava do seu lado - parecia ser um daqueles homens experientes, que já aprendeu tudo o que havia para aprender, que está mais que farto das suas funções, e que anseia por mais altos voos, principalmente se estes implicarem um gabinete só para si e dias inteiros sem precisar de aparecer no local de trabalho; resumindo, aquele homem ansiava por uma carreira política.
A fila foi sendo lentamente despachada, até que chegou a vez do pombo.
- Documentos, por favor - disse o funcionário do SEF, sem sequer lançar um olhar para a ave que tinha à sua frente. O funcionário já tinha atingido uma etapa posterior ao tédio total; o próprio tédio já tinha encomendado a alma ao Criador e estava a tentar dar um tiro na cabeça, para acabar com o seu sofrimento. Bastava-lhe, para tal, descobrir onde tinha a cabeça... e arranjar uma arma... e daria jeito ter um braço, com uma mão na extremidade do mesmo. Vida de tédio não é fácil.
- Aqui estão - respondeu o pombo, entregando os seus documentos.
O funcionário do SEF abriu o passaporte, e olhou para o seu conteúdo. Viu uma uma casa luxuosa numa ilha paradisíaca; na praia, o nosso eficaz funcionário estava deitado numa rede presa a dois coqueiros, enquanto um grupo de nativas lhe tratava das necessidades mais básicas - uma abanava-o com um leque, outra dava-lhe a beber água de coco, outra estava em conflito com esta última para lhe poder dar a provar frutos tropicais... pobres moças, tão dedicadas. Não era preciso estarem a zangar-se por causa de tão pouco. Elas até eram tão amigas. Aliás, ele agradecia aos Céus por ter encontrado moças que gostavam tanto umas das outras. Ah, sim, a vida era boa. O nosso bravo e dedicado funcionário (BDF) recostou-se na rede e admirou o voo dos pombos nos gloriosos céus tropicais.
O funcionário fechou o passaporte, e devolv... Espera aí! Pombos??!! O funcionário voltou a abrir o passaporte, e abriu os olhos de espanto!
- Mas... você é um pombo!
- Efectivamente - retorquiu o pombo, verdadeiramente assombrado com a capacidade de observação demonstrada pelos funcionários locais.
O nosso BDF ficou sem saber o que fazer. As instruções do Manual de Procedimentos não mencionavam pombos, apenas patos. Era preciso inspeccionar patos, para ver se algum tinha gripe. Aliás, os pombos não eram sequer aves migratórias.
Assim, a decisão de como lidar com este caso seria da sua inteira responsabilidade. E responsabilidade era algo que, na lista de coisas desagradáveis do nosso BDF, era superada apenas por um toque rectal levado a cabo por um elefante.
Apesar de tudo, quando na dúvida o melhor é seguir as instruções. O nosso BDF chamou um elemento do Corpo Veterinário.
- Ora bem, ora bem, o que temos aqui? - perguntou o veterinário - Ah, um pombo. Que estranho. Bem, boletim de vacinas, por favor.
O pombo entregou o boletim. O veterinário pediu ao nosso BDF que verificasse o passaporte, para saber se este pombo tinha passado por alguma das zonas de risco.
- Bem, aqui indica que ele vem de Amsterdão. Se calhar é melhor eu dar uma vista de olhos pela bagagem - decidiu o nosso BDF, conhecedor dos costumes permissivos e libertinos que grassavam na cidade holandesa.
- Bem, parece-me estar tudo em ordem - disse o veterinário, enquanto o nosso BDF abria as malas do pombo - tem ou teve alguma gripe nas últimas semanas?
- Não, tenho estado de perf...
- Alto lá! - gritou o nosso BDF - Aqui há gato!
Perante o alarme de ameaça felina, gerou-se de imediato o pânico nas filas de aves, que levantaram voo em todas as direcções. Foi necessário activar as defesas anti-aéreas para repor a calma nas aves em pânico. Bem, pelo menos naquelas que sobreviveram ao fogo anti-aéreo; de qualquer forma, as que não sobreviveram também não fizeram grande alarido, pelo que podemos considerar que a operação "Repôr a Calma" foi um sucesso retumbante e estrondoso.
O nosso BDF olhou à volta, algo comprometido, mas decidiu continuar como se não tivesse sido nada com ele. Sacou umas revistas da mala do pombo e perguntou, com expressão acusadora:
- O que é que faz um pombo com revistas pornográficas de patas, hein? Duckhouse, Quack Sex, Sick My Duck... então? Como é que explica isto?
- Bem, na Holanda temos costumes mais liberais do que aqui. O sexo entre diferentes espécies não tem o mesmo estigma, a mesma carga de negatividade que vocês lhe dão.
- Sim, isso é verdade - concordou o veterinário - Aliás, tenho lá em casa uns filmes holandeses com uns cães e umas senh... er... bem, quero dizer, é o que me dizem os amigos, que eu não percebo nada disso...
O veterinário estava extremamente corado, certamente devido a exposição excessiva ao Sol. Nesse sentido, decidiu que seria melhor dar o carimbo de autorização de entrada em Portugal, e retirar-se do local o mais rapidamente possível, antes que sofresse algum efeito adverso do excesso de exposição solar... ou que alguém decidisse retomar a conversa cinéfila.
- No que respeita à inspecção sanitária, está aprovado - disse o veterinário, preparando-se para bater o recorde mundial dos 100 metros nos 250 metros que separavam os postos de inspecção dos aposentos do pessoal.
- Bem, - começou o nosso BDF - sendo assim, parece estar...
- Atchim!
O pombo espirrou. E, de repente, fez-se um silêncio mortal em todas as filas do posto fronteiriço (na realidade, foi mais um silêncio duplo mortal com uma pirueta invertida). Era uma ave com gripe! Mas, mais que isso...
- Esse espirro não é de pombo - disse o veterinário, extremamente desconfiado.
- É, sim. - contestou o pombo, subitamente nervoso - Estas coisas que nós fumamos lá em Amsterdão às vezes atacam-nos o sistema respiratório, e a tosse fica um bocado mais cavernosa, e... Aaaaatchim!!!
O segundo espirro foi ainda mais forte que o primeiro, e teve um efeito algo inesperado - o bico do pombo saiu disparado, espetando-se num poste próximo.
O nosso BDF deu um salto, e prendeu o pombo utilizando uma manobra imobilizadora conhecida como Bloqueio da Barriga de Cerveja. O veterinário puxou daqui e dali e, subitamente, o pombo de 15 cm transformou-se num pato de 40 cm, com turbante, e algo volumoso amarrado à cintura, por baixo das penas.
- Ali Patah!!!! - gritou o nosso BDF.
- O famoso comando da Al-Quaicka! - acrescentou o veterinário.
Aproveitando a confusão, o ex-pombo soltou-se, agarrou num detonador e gritou:
- Sim, sou eu, infiéis! E agora preparem-se para o castigo divino que merecem! Vou rebentar estas cargas explosivas que trago à cintura, e vocês irão para o Sofrimento Eterno, onde serão sodomizados pelos 66.6 Camelos Infernais, enquanto que eu irei para o Céu, onde me esperam 77 patas virgens, com os corpos já completamente esfregados em sumo de laranja! - E lançou uma gargalhada aterradora - Ah! Ah! Ah!
Antes que alguém conseguisse fazer algo, Ali Patah pressionou o detonador. Toda a gente fechou os olhos, na esperança de que, se não vissem a Morte, talvez a Morte também não os visse a eles.
O que foi uma pena, pois perderam um belo espectáculo de fogo-de-artifício. Serpentinas alaranjadas, caracoletas azuladas, duplos mortais avermelhados, entre outros efeitos lindos e deslumbrantes.
As explosões pararam. O nosso BDF, ainda de olhos fechados, estava à espera de algo mais desagradável, violento, e... bem... desmembrante. Porém, como nunca tinha sido uma vítima mortal num atentado suicida, tinha uma manifesta falta de experiência no assunto.
Finalmente, lá abriu os olhos, e para seu grande espanto, estava tudo intacto, menos o pato de turbante, que estava completamente chamuscado. Os seus olhares cruzaram-se durante alguns segundos, até que o pato começou a virar-se para fugir, muito lentamente, devido às dores.
O nosso BDF, pensando que estavam sobre o efeito de algum campo de câmara lenta, lançou-se em perseguição, também muito lentamente. Só quando viu o veterinário a mover-se à velocidade normal e a fitá-lo com uma cara de "Que raio, porque é que te estás a mexer tão devagar? É isso que dá mau nome ao funcionalismo público", é que se lançou como um relâmpago sobre o terrorista de penas.
Antes de ser novamente imobilizado pelo Bloqueio da Barriga de Cerveja, Ali Patah ainda teve tempo para tecer alguns considerandos sobre as mães dos donos de lojas chinesas, e os idiotas que se querem lançar na conquista económica do mundo mas não sabem distinguir explosivos de fogo-de-artifício.

2 Comments:
eheheheh
boa imaginação, sim senhor!!!!
(eu aqui a espirrar e a ler isto receei por uns instantes...)
gostei gostei!
P.S - a minha preguiça na escrita demora um dia ou dois, não quinze dias! :P
bem :D perdi-me na parte da história que gostei mais ... foram muitas, está giro sim sr :) agora entendi a aterragem desajeitada... foi do fato !
beijinhos *
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